mct mpeg
Get Adobe Flash player

    INCT realiza colóquio sobre expansão do dendê na Amazônia

    Grupos de pesquisa do Museu Goeldi, Embrapa e UFRA reúnem-se para discutir impactos sociais, ambientais e econômicos relacionados ao cultivo do dendê


    Agência Museu Goeldi – No dia 10 de dezembro, o subprojeto “Dinâmicas de usos da terra no leste do Pará” do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia realiza o I Colóquio de Parcerias em Pesquisa com o tema “As pesquisas econômicas, ambientais e sociais sobre a expansão do dendê na Amazônia”. O evento terá lugar no Auditório Paulo Cavalcante, no campus de pesquisa do Museu Paraense Emílio Goeldi.


    Direcionado a pesquisadores e alunos pós-graduandos sob orientação de Dra. Ima Vieira (MPEG), Dr. Alfredo Homma (Embrapa Amazônia Oriental) e Dr. Francisco de Assis Oliveira (UFRA), o objetivo é promover o encontro de grupos de pesquisa dedicados ao dendê na Amazônia para apresentação e discussão de idéias, planos de trabalho, metodologias e possibilidades de atuação relacionadas ao tema. Os estudos destacam aspectos sociais, ambientais, econômicos, ecológicos e de sustentabilidade. As inscrições já estão fechadas.


    Expansão do dendê na Amazônia – O Pará é líder na produção de óleo de palma no país, com uma área de 80 mil hectares plantados nas regiões do rio Tocantins, Capim e Guamá. Parte disso deve-se ao Programa Nacional de Óleo de Palma, uma iniciativa do governo federal, que prevê o aumento na produção de matéria-prima energética com a plantação de dendê em áreas já desmatadas.


    Dinâmicas de usos da terra no leste do Pará – Coordenado pela ecóloga Ima Vieira, o subprojeto tem como objetivo compreender o processo de expansão do óleo de palma na região da bacia do Guamá e do Tocantins, na mesorregião nordeste do Pará, e seus impactos sobre a biodiversidade. Além disso, busca localizar as áreas destinadas à preservação legal e avaliar modelos de restauração ecológica para essas áreas.


    Estudos preliminares do subprojeto indicam que em Moju, um dos municípios que mais desmatam na Amazônia, as áreas de cultivo e expansão do dendê, localizadas ao leste do município, sobretudo as que fazem limite com Tailândia, são as que mais apresentam degradação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de nascentes de pequeno porte, que podem deixar de existir. 43,45% da área total do município está inadequada à proposta do Código Florestal Brasileiro em relação às APP e Reserva Legal.


    Texto: Luena Barros