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    Criado o Conselho da REBIO Gurupi

    A constituição do instrumento, publicada no Diário Oficial da União, é uma conquista para a gestão da Amazônia Maranhense

     

    Agência Museu Goeldi – O Museu Paraense Emílio Goeldi integra o conselho consultivo da Reserva Biológica do Gurupi, localizada no estado do Maranhão. A oficialização do conselho foi publicada no dia 17 de maio no Diário Ofical da União, portaria 190.

    O conselho deverá contribuir para o cumprimento do Plano de Manejo da Rebio Gurupi. Elaborado em 1999, com a participação do Museu Goeldi, o Plano possui como principal objetivo preservar a Floresta Amazônica no estado.

    Além do Museu Goeldi, outras instituições públicas também integram o conselho: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Instituto de Colonização e Terra Maranhão (ITERMA), Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA/MA), Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade do Estado do Maranhão (UEMA), Instituto Federal do Maranhão (IFMA), Batalhão de Polícia Ambiental do Maranhão (BPA), além das prefeituras de Centro Novo, Bom Jardim (MA) e Paragominas (PA).

    Os membros da sociedade civil no conselho são: Associação dos Produtores Rurais do Vale do Gurupi, ONGs Centro de Defesa da Vida e Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu, além das empresas Queiroz Galvão, Cikel e Viena Siderúrgica e sete associações de pequenos produtores rurais que residem dentro e no entorno da Reserva. A representante do Museu Emílio Goeldi no Conselho Consultivo da Rebio Gurupi é a Dra Marlucia Martins, pesquisadora de zoologia e coordenadora da Rede PPbio Amazônia Oriental e do subprojeto Perda da Biodiversidade no Centro de Endemismo Belém do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia.

    Rebio Gurupi - Criada em 1988, a Rebio é a única unidade de proteção integral na Amazônia Maranhense com uma área de 271.197 ha, abrangendo três municípios: Bom Jardim, São João do Carú e Centro Novo do Maranhão. Ela está situada na região do Arco do Desmatamento e é estratégica para a conservação socioambiental, pois, somada às três terras indígenas que fazem fronteira com ela - Alto Turiaçu, Awa e Caru - constitui a última fronteira de área contínua amazônica do Maranhão.

    A Rebio é local de estudo do Programa de Pesquisa em Biodiversidade – PPBio Amazônia Oriental e do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. O PPBio Amazônia Oriental tem como objetivo facilitar a gestão do patrimônio natural e fortalecer ações e pesquisas sobre desenvolvimento sustentável. O Programa tem abrangência nacional e foi instalado na Amazônia em 2004. O INCT é um projeto sediado no Museu Paraense Emílio Goeldi.  O foco do projeto é o desenvolvimento de pesquisas, ações de educação e comunicação da ciência no Arco do Desmatamento, através de pesquisas integradas com pesquisadores de diversas áreas.