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    Pesquisadores discutem uso da terra na região amazônica

     

    03/07/2014 - As políticas públicas referentes ao uso da terra precisam ganhar força no país, na opinião de Ima Vieira, coordenadora do Instituto Nacionail de Ciência e Tecnologia (INCT) Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. Vieira é autora, junto com os pesquisadores Peter Toledo e Roberto Araújo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), de um dos dez artigos que serão publicados no livro Biosphere, atmosphere and land use interactions in Amazonia, da série Ecological Studies da editora Springer.

    As pesquisas que estarão na publicação, que deverá sair no final deste ano, foram apresentadas em evento realizado dia 30 de junho, em Manaus, que reuniu pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Museu Paraense Emilio Goeldi (Mpeg), Inpe e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

    O trabalho de Vieira, Toledo e Araújo discute sistemas de uso da terra e as implicações sociais e ecológicas na paisagem amazônica. “Apontamos que são necessários pactos de usos de territórios e muita ciência e tecnologia para os diversos grupos sociais envolvidos coma  produção agrícola na Amazônia”, explica.

    Além disso, segundo a pesquisadora, “precisa haver mais controle sobre o uso do território, assim como existe para o uso dos recursos naturais. Já há uma série de mudanças a caminho, desde licenciamento de atividades rurais a cadastro ambiental rural. Mas é preciso melhorar a gestão ambiental nos municípios”, afirma Vieira.

    O pesquisador Philip M. Fearnside, do Inpa, é também coautor do livro, com capítulo que discute uso da terra e estoque de carbono na Amazônia. Fearnside fala sobre a complexidade da discussão sobre uso da terra na Amazônia, com foco no desmatamento, e destaca dificuldades quanto à coleta e cálculo de dados. “O desmatamento e a exploração de madeira são partes da discussão. A facilidade em desmatar para construção de estradas e outras obras é frequente, com a tendência de abrir novas áreas”.

    O pesquisador acredita que há uma evolução natural para a agricultura mundial utilizar sistemas que intensificam a produção e, consequentemente, gerar mais lucros. “O carro-chefe para as tecnologias da agricultura de baixo carbono é o plantio direto. Tecnologias, como o plantio direto e a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) devem atrair naturalmente o agricultor”.

     

    (Talise Rocha)