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    Nova série multimídia apresenta o patrimônio vegetal do Parque do Museu Goeldi

    O produto educativo conta a história do primeiro zoobotânico do Brasil através de seu acervo de plantas. Lançamento faz parte das comemorações dos 150 anos do Museu Goeldi.

    Agência Museu Goeldi – Em 16 de agosto de 1895 o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) apresentava à população de Belém uma grande atração: o seu Parque Zoobotânico, instalado no entorno de uma rocinha, situada no que era então a área rural da capital do Pará. De lá pra cá se passaram 121 anos. O que era rural virou o centro da cidade e o Museu ganhou espaço na vida, na educação, no lazer, na memória e no afeto das pessoas que moram e visitam a metrópole amazônica. Um forte atrativo do Zoobotânico do Goeldi é sua coleção de plantas que reúne mais de 500 espécies vegetais - que embelezam o ambiente e refrescam o microclima daquele perímetro urbano. E é a história de oito plantas dessa diversidade verde que a população poderá conhecer com o lançamento da série multimídia “As anciãs do Museu Goeldi”, a mais nova etapa do projeto Viva Amazônia.

    A nova série virtual apresenta as plantas e árvores mais antigas do Museu Goeldi sobre diferentes perspectivas: a histórica, a botânica e a curatorial. Também mostrará ao público como cada uma dessas plantas em exibição no Parque Zoobotânico passou por diferentes processos e atividades próprias de um museu - como pesquisa, conservação, exposição e documentação. As informações estarão reunidas em notícias, fotografias e vídeos, além de ilustrações artísticas que representam os vegetais da série, que estarão disponíveis na web em breve, no formato de wallpapers para telas de computadores, smartphones e tablets.

    A idéia de apresentar as plantas mais antigas e simbólicas do Parque do Goeldi surgiu na Coordenação de Museologia da instituição, como parte da pesquisa “A transformação da paisagem do Parque Zoobotânico durante os primeiros 50 anos de existência”, desenvolvida pela museóloga Drª Lilian Suescun Florez, bolsista de Capacitação Institucional. A proposta foi acolhida pela Escola da Biodiversidade Amazônica (Ebio), subprojeto do INCT/Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia e pelo Laboratório de Comunicação Multimídia (LabCom) do Museu Goeldi. A Ebio e o LabCom lançaram em 2015 o projeto “Viva Amazônia”, com as séries “Viva a Fauna Livre” e “Viva a Fauna Amazônica”, que conjuga jornalismo, multimídias, ilustrações, design e interação com o público das mídias sociais.

    É a museóloga Lilian Flórez que explica o objetivo da nova série: “As árvores anciãs simbolizam a passagem do tempo do Parque do Goeldi. São entendidas como vestígios da paisagem e como documentos históricos da instituição. Ao serem parte fundamental da memória do Museu, acreditamos que devam ser apresentadas como exemplares únicos da coleção viva do Parque Zoobotânico”. Uma idéia perfeita para celebrar o sesquicentenário do Museu Paraense Emílio Goeldi em 2016.

    Antiguidade – Para representar as plantas anciãs, foram escolhidos dois exemplares centenários, que possuem um valor histórico inestimável para o Museu Goeldi: o Guajará (Chrysophyllum excelsum Huber) e a Samaumeira (Ceiba pentandra). Além dessas árvores, a série multimídia apresentará duas plantas simbólicas da Região Amazônica que nunca estiveram em falta no Zoobotânico: a Seringueira (Hevea brasiliensis) e a vitória-régia (Victoria amazonica). O conjunto se completa com a coleção de palmeiras, que será representada pelo Tucumã (Astrocaryum aculeatum), pela Jarina (Phytelephas macrocarpa) e pelo Babaçu (Orrbignya speciosa). E, por fim, uma espécie introduzida na segunda metade do século XX pelo botânico Paulo Cavalcante, a Cedrorana (Cedrelinga cateniformis).

    O conteúdo de “As Anciãs do Museu Goeldi” está sendo desenvolvido com a colaboração de especialistas em museologia, comunicação, engenharia florestal, botânica e historiadores. E como nas demais séries, será divulgado no Portal e nos perfis do MPEG nas mídias sociais (FacebookTwitterYoutube).

    Parque Zoobotânico – O Parque do Museu Goeldi foi considerado patrimônio em 1993 pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). O espaço é uma das três bases físicas da instituição. Todavia, pela sua antiguidade e popularidade, constitui a imagem institucional mais forte. É considerado pelos belenenses como o “Museu”, título outorgado não só pela simpatia que ganhou desde o século XIX, mas também por apresentar ao público visitante – mais de 300 mil pessoas por ano - o espetáculo da natureza amazônica através de viveiros de animais e canteiros com as famílias botânicas.

    O naturalista suíço Emílio Goeldi, ex-diretor do Museu Paraense e responsável pela organização Parque Zoobotânico em parceria com o botânico Jacques Huber, descreveu nos seus relatos os propósitos de construir um Jardim Zoológico e um Horto Botânico para expor as espécies nativas da Amazônia. Estes dois núcleos foram concebidos de maneira inseparável, sendo um o complemento do outro. Na atualidade esse legado é preservado em 5,4 hectares, onde é possível observar a complementariedade das coleções no espaço: fauna e flora se entrelaçam harmoniosamente, assim como prédios e monumentos, que se encontram imersos em uma pequena floresta amazônica plantada.

    Acompanhando a série virtual, estudantes, professores e curiosos terão mais uma ferramenta para conhecer a natureza amazônica. Assista ao vídeo de apresentação da série e não perca as novidades. Clique aqui para acessar o vídeo em nosso Portal ou aqui para visualizá-lo no canal do Museu Goeldi no Youtube. A próxima matéria será a história da vitória-régia e o trabalho de manutenção da planta aquática mais bela da Amazônia no Parque do Museu.