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    Escola da Biodiversidade Amazônica - EBIO

    Coordenação e Equipe

     

    Apresentação e objetivo

    A Escola da Biodiversidade Amazônica - Ebio é um espaço do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia que tem como objetivo a experimentação de linguagens e formatos no desenvolvimento de produtos de comunicação da ciência e educação ambiental para web, rádio e mídias locativas, como telefones celulares e tablets.

    Levando em consideração a diversidade socioeconômica e cultural e a biodiversidade da Amazônia, o projeto possui também a proposta pedagógica de criação de redes com base nos saberes das pessoas que vivem na região, tendo em vista os seus costumes e práticas, promovendo formas de educar a diversidade biológica a partir do contato com esta riqueza, valorizando atitudes de cuidado e preservação do patrimônio natural.

    As experimentações comunicacionais foram feitas através do Laboratório de Comunicação Multimídia do Museu do Museu Paraense Emílio Goeldi, o LabCom, e as diferentes práticas pedagógicas foram testadas pelo Núcleo de Estudos em Educação Científica, Ambiental e Práticas Sociais - Necaps/UEPA. Além destas, outras instituições puderam estabelecer parcerias pontuais no desenvolvimento de algumas atividades.

    Durante quatro anos de atuação, a Escola criou oportunidades formais e informais de interação entre educadores, comunicadores e o universo escolar, estimulando as escolas envolvidas a aproveitarem os contextos ambientais aos quais se inserem. Também fomentou a troca de experiências entre pesquisadores, alunos e professores, a realização de oficinas de capacitação, o uso de tecnologias digitais de baixo custo e a formação de redes de educadores.

     

    As experiências da Ebio também foram enriquecedoras para as práticas de comunicação jornalística e comunicação institucional ao possibilitar que estudantes e jovens profissionais de comunicação acompanhassem os grupos de pesquisa em suas investigações dos diferentes ambientes naturais, comunidades humanas e paisagens amazônicas. A Amazônia deixou de ser apenas um assunto de literatura, ou restrito ao conhecimento da cidade em que moram, para ganhar uma dimensão mais rica e complexa.

     

    Vários foram os resultados alcançados com este projeto, entre eles é possível ressaltar a consolidação e institucionalização do Laboratório de Comunicação Multimídia – LabCom no Museu Goeldi, que deixou de ser um projeto para se constituir no primeiro laboratório da Coordenação de Comunicação e Extensão do MPEG, oportunizando a abertura de um novo campo de experimentação comunicacional na Amazônia.

     

    Neste período, o Laboratório se destacou no cenário acadêmico com ações pioneiras e foi premiado por diferentes atividades, incluindo algumas organizadas para a Escola da Biodiversidade Amazônica/ INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia:

     

    2011 - Finalista do Prêmio Jabuti, Categoria Ciências Naturais, 5º Lugar com a obra Os Animais da Tanguro, Mato Grosso: diversidade na zona de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado. – Belém: MPEG, UFPA, IPAM;

    2011- Vencedor do EXPOCOM Norte com o Videoblog da Cotia, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom;

    2011- Vencedor do EXPOCOM Norte com o Website Revitalização do Parque Zoobotânico, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom;

    2012 - Vencedor do EXPOCOM Norte com o Plano de Comunicação Integrada Prêmio José Márcio Ayres Para Jovens Naturalistas, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom;

    2012- Vencedor do EXPOCOM Norte com o Ensaio Fotográfico Jovens Naturalistas, Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação - Intercom;

    2013 – Finalista do Prêmio Luiz Beltrão, categoria Grupo Inovador, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – Intercom.

     

    A seguir serão apresentados alguns resultados, entre produtos e atividades desenvolvidas:

     

    Produtos e atividades

     

    Agência Tubo de ensaio – Esta iniciativa constituiu-se em um projeto piloto de uma agência de notícias sobre ciência, produzida por alunos do ensino médio de escolas públicas de Belém e voltada para o ambiente escolar. A ação foi executada em parceria com a Agência Cidadã, projeto de extensão da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Pará. A Tubo de Ensaio possibilitou o exercício da capacidade de observar e criar de alunos e professores quando através de um contato com a ciência de uma forma dinâmica e ativa. Durante as atividades, os alunos usaram dispositivos móveis, como telefones celulares e máquinas fotográficas, para conhecer e experimentar de outra forma os assuntos científicos e relacionados ao próprio conteúdo escolar.

     

    Mídias sociais - Com o objetivo de estabelecer processos de comunicação mais interativos, ampliar e diversificar públicos para diferentes ações e projetos institucionais, como é o caso do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia, os perfis do MPEG foram criados nas mídias sociais mais populares do Brasil (Twitter, YouTube e Facebook) pelo Laboratório de Comunicação Multimídia – LabCom, a partir de 2010. Ao longo dos anos, os números dos perfis institucionais não só aumentaram como o envolvimento dos públicos também qualificou. Alguns dados podem ser conferidos a seguir:

     

    • Twitter: Desde sua criação, em 2010, o número de seguidores aumentou de 400 para 1.297 perfis que acompanham as publicações feitas pelo MPEG (dezembro/2014). As publicações atualmente somam 1.399 tuítes (dezembro/2014) entre texto, foto e vídeo.

     

    • YouTube: o canal do Museu foi criado em 2011, inicialmente eram 7 inscritos e hoje acumula 101 perfis (dezembro/2014) inscritos no canal, sendo a predominância de homens jovens. No canal estão carregados 119 vídeos (dezembro/2014) produzidos pelo LabCom/Museu, sendo 16 vídeos carregados em 2014, somando 19.313 visualizações (dezembro/2014) desde o início do canal.

     

    • Facebook: o Museu está nesta mídia social desde 2011, mas migrou de tipo de página e o perfil atual está ativo desde novembro de 2012. É o perfil mais popular do Museu, com os melhores envolvimentos e diversidade de públicos. Em dezembro/2014, somava 10.243 seguidores, 428 posts entre vídeos, fotos e notícias publicadas no Portal da instituição, sendo 194 feitos em 2014. O alcance médio das publicações de 2014 é de 7.359 pessoas, sendo que a publicação que gerou melhor envolvimento alcançou 11mil pessoas.

     

    5ª Edição do Prêmio Márcio Ayres Para Jovens Naturalistas – A promoção desta iniciativa incluiu a realização de ciclos de palestras e oficinas com cerca de 20 atividades, quinze municípios mobilizados, 40 escolas participantes e sete finalistas. Depois de uma jornada de 16 meses de trabalho, a quinta edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas terminou com o anúncio dos primeiros colocados, alunos do ensino médio e fundamental de escolas públicas, cujo interesse culminou na realização de pesquisas e na elaboração de artigos sobre a biodiversidade amazônica.

    O envolvimento de pelo menos três mil pessoas foi garantido pela elaboração de materiais educativos, da websérie “Naturalistas do Século XXI”, pela transmissão de eventos ao vivo e pela digitalização de conteúdos, além de campanhas informativas em jornais locais e nas mídias sociais.

    Junto com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os apoiadores da última edição do Prêmio Márcio Ayres incluíram a Fundação Rômulo Maiorana, o jornal O Liberal, a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa), a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Fundação Amazônia Paraense (Fapespa).

    Kit multimídia - O último e principal produto que será entregue pela Escola da Biodiversidade Amazônica integra em seu planejamento e produção todas as experiências exercitadas no âmbito da Escola. O kit multimídia apresenta para alunos do ensino fundamental temas relacionados aos eixos temáticos do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. Direcionado para alunos do segundo ciclo do ensino fundamental (6º ao 9º ano de escolas da região do Arco do Desmatamento), o Kit terá informação distribuída no formato de textos, animações, vídeos, games, aplicativos, códigos de barra, cantigas e exercícios, construindo uma narrativa transmídia para estimular que o leitor percorra diversos caminhos.

     

    Outras atividades:

     

    Ao todo, foram cerca de 192 produtos de comunicação e divulgação científica criados, entre materiais didáticos, hotsite de eventos, blogs, podcasts, slideshows, vídeos de bolsos, ensaio e registros fotográficos, logotipos de projetos, mapa interativo, material gráfico (folder, cartaz, banner, convite, impressos e virtuais), kits e um protótipo de aplicativo para celular. Também foram produzidas quatro cartilhas de educação ambiental e cinco manuais de instrução relacionados aos produtos desenvolvidos.

     

    Além disto, quatro páginas na internet foram criadas e mantidas: INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia (http://saturno.museu-goeldi.br/inct/); Prêmio José Marcio Ayres para Jovens Naturalistas (http://marte.museu-goeldi.br/marcioayres/); Escola da Biodiversidade Amazônica (http://escolabioamazonica.blogspot.com.br/); Agência Tubo de Ensaio (http://agenciatubodeensaio.blogspot.com.br/).

     

    Cerca de 50 eventos foram realizados, incluindo exposições, jornadas itinerantes, ciclos de formação de educadores, oficinas, palestras, trilhas, videotrilhas, bazar ecológico e um simpósio regional. Para a - Fórum Permanente de Educadores Ambientais instalado em 2010;

     

    No âmbito das experimentações comunicacionais, mais 11 formatos foram testados na produção de vídeos de bolso, um gênero de audiovisual novo com grande potencial para a comunicação e educação das instituições de ensino e pesquisa. Foram feitas aproximadamente 150 entrevistas em vídeo, reportagens e matérias multimídias produzidas e dez eventos puderam ser transmitidos pela tecnologia streaming.

     

    Também foi realizado levantamento “Saberes Necessários para Inclusão de Temas Ambientais em Contextos Escolares”, o qual os resultados ajudarão a EBio a conhecer melhor os seus públicos e entender mais a história, os saberes e as expectativas dessas pessoas em relação às temáticas trabalhadas pelo INCT, especialmente no que se refere à biosociodiversidade. Entre outras funções, esses dados servirão para orientar a confecção de materiais didáticos para a Educação Básica. A pesquisa foi feita com 28 professores e 120 alunos da sexta à nona série do ensino fundamental, todos da Região Metropolitana de Belém.

     

    Ao longo do período do projeto, três monografias de graduação, uma de especialização e duas dissertações de mestrado foram realizadas. Além disso, dois artigos foram publicados e três livros publicados, organizados ou editados.

    Resumo de formação de recursos humanos e publicações

    CATEGORIA

    QUANTIDADE

    DISSERTAÇÕES MESTRADO

    44

    TESES DE DOUTORADO

    36

    PÓS-DOUTORADO

    03

    TOTAL DE TESES E DISSERTAÇÕES

    80

    - ARTIGOS EM REVISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

    83

    - LIVROS

    07

    - CAPÍTULOS DE LIVROS

    20

    TOTAL DE PUBLICAÇÕES

    110

     

    MÉDIA DE 27,6 PUBLICAÇÕES POR ANO

    CATEGORIA

    SUB 1

    SUB 2 E 5

    SUB 3

    SUB 4

    SUB 5

    SUB 6

    SUB 7

    DISSERTAÇÕES MESTRADO

    9

    9

    5

    8

    6

    2

    TESES DE DOUTORADO

    16

    2

    5

    4

    6

    TOTAL DE TESES E DISSERTAÇÕES

    25

    11

    10

    12

    12

    2

    - ARTIGOS EM REVISTAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS

    13

    8

    20

    11

    16

    12

    - LIVROS

    2

    1

    1

    - CAPÍTULOS DE LIVROS

    8

    7

    5

    TOTAL DE PUBLICAÇÕES

    13

    8

    30

    11

    24

    18